segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Divergência pode acabar com Unidade Potiguar

Apesar do discurso de união, entoado pelos membros da Unidade Potiguar – deputado estadual Robinson Faria (PMN) e deputados federais Henrique Eduardo (PMDB), João Maia (PR) e Fábio Faria (PMN) –, o grupo dá indícios de que está prestes a se dividir.

A certeza de que estarão juntos nas eleições de 2010, dita pelo peemedebista ao anunciar o grupo, acabou depois das posições declaradas por Robinson e João Maia – pré-candidatos ao governo – que não pretendem apoiar o candidato do sistema liderado pela governadora Wilma de Faria (PSB), o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB).

Percebendo a preferência da pessebista pelo vice-governador, que estará no comando do cargo durante o processo sucessório, João Maia e Robinson Faria voltaram a defender uma candidatura de terceira via. A posição dos deputados é contrária aos planos de Henrique Eduardo.

O peemedebista juntou-se aos presidentes do PMN e do PR, prometendo aliança concreta para 2010, no intuito de segurá-los na base aliada da governadora Wilma de Faria. Ao perceber que sua ação para unir o grupo não surtiu efeito, Henrique deu um ultimato aos membros da UP.

O deputado do PMDB avisou que, se os partidos que apoiam o governo do presidente Lula e a administração de Wilma não estiverem unidos, vai procurar traçar o rumo do seu partido para as próximas eleições individualmente. “Se a base não estiver unida, estou fora. Peço que me liberem para ver o que é melhor para o PMDB”, disse, em matéria publicada no CORREIO DA TARDE, no início deste mês.

PR e PMN caminham para um entendimento paralelo ao grupo formado pelos partidos aliados da governadora. O pré-candidato do PMN já disse que sua candidatura ao governo está mantida, mesmo com o anúncio de Iberê de que será o candidato governista. João Maia tem declarado que a candidatura alternativa o agrada e já admitiu, apesar de manter-se como candidato, que pode apoiar outro nome para o governo.

Fátima Bezerra é contra investigação de irregularidades no MST

Apesar dos indícios de irregularidades, a deputada federal Fátima Bezerra (PT), bem como os demais deputados do PT, não assinou o pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento Sem Terra (MST), que está em curso no Congresso Nacional. Ela se posicionou contra as investigações sobre o suposto financiamento do governo ao movimento.

Nos últimos meses, o MST, que é suspeito de receber financiamento da União, tem provocado ataques graves a propriedades privadas. Uma dessas invasões ocorreu em propriedade da empresa Cutrale, maior exportadora de suco de laranja do país, no interior de São Paulo. Os membros do MST destruíram cerca de sete mil pés de laranja e roubaram uniformes e outros meios de produção da empresa.

No entanto, as ações do MST e a suspeita de que o grupo tem praticado diversos crimes sendo financiado pelo setor público não convenceram à deputada petista. “Não é com CPI que vai se resolver o problema da reforma agrária do Brasil”, disse a deputada petista, que apesar das atitudes dos membros do movimento, assinou um manifesto a favor do MST.

Fátima Bezerra acredita que a CPI se trata de uma estratégia para desviar o foco de debates atuais relacionados à Reforma Agrária, como é o caso da proposta do presidente Lula de atualizar os índices de produtividade do campo, o que deverá aumentar a lista de propriedades consideradas passíveis de desapropriação. “Eles (a oposição) querem criminalizar o movimento e colocá-lo na clandestinidade”, atacou a deputada.

Em contrapartida à posição da deputada Fátima Bezerra, a maioria da bancada potiguar apoia a CPI do Movimento dos Sem Terra.

Assinaram o pedido de abertura da investigação os três senadores do Estado – Garibaldi Filho (PMDB), José Agripino (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM) – e os deputados federais Rogério Marinho (PSDB), Betinho Rosado (DEM) e Felipe Maia (DEM). As investigações devem trazer à tona vários fatos importantes.

Senado votará mudanças na lei de improbidade administrativa

Está incluído na pauta da sessão plenária deliberativa de terça-feira (27) o projeto de lei da Câmara (PLC) 47/08, que altera a Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) para permitir a aplicação de sanções e penas ao responsável por ato de improbidade de forma isolada, e não somente de modo cumulativo ou em bloco.

O projeto põe fim às contradições e lacunas da legislação sobre o assunto e a torna mais clara, permitindo ao juiz decidir com maior liberdade e segurança, segundo o autor da matéria, deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Antes de apreciar esse projeto, o Senado precisa votar, no entanto, três medidas provisórias (MPs), duas das quais transformadas em projetos de lei de conversão (PLVs), que estão sobrestando a pauta e têm prioridade nas votações: PLV 15/09; e PLV 16/09; e a MP 467/09.

A Lei de Improbidade Administrativa trata das sanções para agentes públicos que enriqueçam de forma ilícita no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou nas fundações.

O projeto foi feito com base em entendimento do advogado Marcelo Figueiredo, na sua obra Probidade Administrativa - Comentários à Lei 8.429/92 e legislação complementar. Esse autor observa que a aplicação das penas para tais infrações não devem, obrigatoriamente, ser aplicadas em bloco, mas também em parte, de acordo com cada caso concreto e conforme a orientação do juiz.

O autor do projeto disse que a proposta aperfeiçoa e dá maior coerência à atual legislação. Com as mudanças pretendidas pelo projeto, acrescenta, o juiz não terá mais dúvida na aplicação das penas cabíveis, podendo aplicá-las em partes ou em sua totalidade.

Aprovado sem emendas pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o projeto havia recebido voto favorável do senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA), cujo relatório foi lido pelo relator ad hoc senador Neuto de Conto (PMDB-SC). Para o relator, a Lei de Improbidade Administrativa não é clara quanto a essa questão, e somente deixa margem a interpretações de que o juiz deva analisar o caso concreto para decidir se aplica as penas em bloco ou parcialmente.

Crianças na política: Parlamentares mirins serão eleitos amanhã

Amanhã, 27, das 8h às 17h, tem eleição para o Parlamento Mirim. A jovem Assembléia Legislativa será formada por 24 estudantes, a serem eleitos em suas escolas dentro do projeto Parlamento Mirim, realizado pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte em parceria com a Secretaria do Estado de Educação e Cultura (SEEC) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN).

Pela manhã, durante a abertura da votação, está prevista uma visita do deputado Robinson Faria, presidente do parlamento estadual potiguar, às escolas Itaece, em Neópolis e Winston Churchil, na Cidade Alta. No total estão participando seis escolas de Natal, que elegerão quatro representantes cada, alunos com idade de 14 a 17 anos, da 5ª série ao 2º ano do ensino médio: Escola Estadual Winston Churchill, Escola Estadual Professor Antônio Basílio Filho, Escola Estadual Dr. Severiano, Itaece Complexo Educacional, Colégio Nossa Senhora das Neves e Escola Estadual Professora Maria Queiroz.

Uma das exigências é que os candidatos estejam devidamente matriculados e frequentes nos estabelecimentos de ensino privado e público da rede estadual de ensino. O projeto objetiva possibilitar aos jovens uma visão geral dos aspectos da democracia participativa, além de integrar o legislativo estadual à classe estudantil, através da divulgação das atividades parlamentares, despertando a consciência crítica.

Os jovens eleitos também participarão de uma sessão especial nas dependências da AL RN, na qual os deputados cedem oficialmente seus lugares para os estudantes. Eles serão deputados e deputadas, representando exclusivamente a classe estudantil Norte-rio-grandense.

Terão atribuições, entre outras, de dirigir todos os trabalhos do parlamento; apresentar propostas para melhorar as condições de vida dos potiguares, debater e defender idéias com temáticas direcionadas ao interesse da classe estudantil, apresentando propostas e soluções.

Suas atividades parlamentares terão assistência técnica da procuradoria geral e Secretaria Legislativa, com sessão sendo transmitida pela TV Assembléia e projetos publicados no Boletim Oficial do Poder Legislativo Estadual.

O projeto foi uma iniciativa da deputada Márcia Maia (PSB), que está sendo esperada nas votações. Foi instituído através da Resolução nº 041/2002 em 17 de dezembro de 2002, para possibilitar a alunos de escolas públicas e particulares a vivência do processo democrático de uma jornada parlamentar, a partir da diplomação até o exercício do mandato.

Durante o processo, cada escola escolherá seus representantes através do voto direto dos estudantes. Este aluno deve elaborar um trabalho na forma de projeto de lei, obedecendo todos os critérios oficiais, para que seja apresentado no parlamento e discutido com os colegas de classe e de toda a escola, bem como com os pais, professores e equipe pedagógica.

Na Assembléia Legislativa, uma Comissão Especial examinará os projetos e selecionará os trabalhos a serem defendidos pelos alunos de cada escola. A campanha eleitoral foi lançada oficialmente no dia 28 de setembro.

Rosalba é homenageada pela casa da criança com câncer de Mossoró

Aniversariante de hoje(26), a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) recebeu como presente o jaleco do voluntariado da Casa de Apoio à Criança com Câncer de Mossoró. A parlamentar também foi homenageada com uma apresentação de violino e coral das crianças e adolescentes que estão em tratamento.

Logo depois de fazer o juramento como a mais nova voluntária, a senadora renovou a luta pela aquisição de um acelerador linear para o tratamento de radioterapia e pediu apoio ao senador José Agripino, que viajou a Mossoró especialmente para cumprimentá-la, e ao deputado Betinho Rosado para o Projeto de Lei de sua autoria que concede um salário-mínimo às famílias das crianças e adolescentes que tem a doença, como um auxílio-tratamento.

“Vou entregar essa missão ao senador Agripino na Comissão de Constituição e Justiça - CCJ, e ao deputado Betinho Rosado na Câmara”, anunciou, recebendo adesão imediata dos dois parlamentares ao projeto que já está em tramitação no Senado. O senador Agripino também se dispôs a convocar Garibaldi Filho para voltar a cobrar do Ministério da Saúde o equipamento para a radioterapia que já havia sido prometido pelo ministro José Gomes Temporão desde o ano passado.

Além dos parlamentares federais, estiveram presentes a prefeita Fafá Rosado, a vice Ruth Ciarlini, o deputado estadual Leonardo Nogueira e os vereadores Niná Rebouças, Daniel Gomes, Nogueira de Dodoca e Chico da Prefeitura e lideranças comunitárias. Em Mossoró, estão em tratamento 170 crianças e adolescentes e 196 adultos. Eles são obrigados a se deslocar até Natal ou Fortaleza para receber assistência por falta do aparelho que custa U$ 1,2 milhão de dólares.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fábio Faria revela que Iberê é contra antecipação de escolha do candidato governista

O deputado federal Fábio Faria (PMN) revelou, nessa manhã, em entrevista ao CORREIO DA TARDE, que o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), pré-candidato ao governo do Estado para as eleições de 2010, é contra a antecipação da escolha do candidato que representará o grupo para este mês de outubro.

Segundo Fábio, Iberê reforçou, em conversa com membros da Unidade Potiguar – formada por PMN, PR, PP e o deputado federal Henrique Alves (PMDB) –, que também defende que a escolha do candidato governista seja feita somente em dezembro deste ano.

Fábio Faria desmentiu a especulação de que o seu pai e pré-candidato ao governo, deputado estadual Robinson Faria (PMN), recebeu convite da governadora Wilma de Faria (PSB) para ser o vice da chapa de Iberê nas eleições do próximo ano. “Esse convite para ser vice nunca existiu. Durante a conversa com o deputado Robinson, a governadora propôs a antecipação da escolha do candidato e ele disse que iria conversar com o grupo antes de se pronunciar sobre isso”, contou.

De acordo com o deputado federal, a UP se posicionou contra a antecipação da data por ainda não haver critérios de escolha. Além disso, o deputado lembrou que o grupo ainda não encomendou pesquisas de opinião, que indicam o índice de aceitação popular dos que pretendem disputar sua sucessão. “Em nenhum momento, Wilma citou que iria escolher Iberê. Ela simplesmente sugeriu uma antecipação, o que provocou essa dedução das pessoas”, declarou.

Fábio destacou ainda que a especulação sobre a suposta decisão da governadora de apoiar Iberê, preterindo os demais governadoráveis da base, surgiu devido ao fato de ela querer escolher o candidato sem os critérios de escolha serem estabelecidos pelos membros da base.

A conversa da governadora com Robinson foi tratada como uma sugestão pelos membros da Unidade Potiguar, que, ao conversarem com Iberê, preferiram não acatar o pedido da pessebista. A UP, liderada por Henrique, e em consonância com Iberê conseguiu fazer a governadora recuar da decisão, pelo menos por enquanto.

O grupo iria se reunir amanhã para discutir estratégias rumo às eleições do próximo ano. Mas, devido à visita do peemedebista às obras do Rio São Francisco ao lado do presidente Lula (PT), o encontro foi adiado. De acordo com Faria, “tudo continua como antes”, sem divergências ou definições. A UP também conversará ainda com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que também é pré-candidato ao governo.

Divergências

As divergências na base governista giram em torno da data de escolha do candidato que representará o grupo. A UP e Iberê defendem a indicação do nome em dezembro deste ano. Wilma de Faria e o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) sugerem a definição o mais rápido possível, para coibir o crescimento da candidata de oposição, senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Já Carlos Eduardo prefere que a base tome posição somente em maio do próximo ano.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dos gramados às urnas

Os ex-jogadores de futebol Marinho Chagas (Foto - época em que jogou no Botafogo), da seleção brasileira, e Souza, do América, resolveram entrar na política e já assinaram filiação partidária. Marinho se filiou ao PDT, ontem, na Assembleia Legislativa. Souza optou pelo PV e teve sua filiação abonada no último sábado. Os dois admitem a possibilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (AL). No entanto, Souza ainda declara indecisão.

Os ex-craques da bola postulantes à carreira política no Rio Grande do Norte seguem uma tendência nacional. No Rio de Janeiro, o ex-jogador Romário, conhecido como baixinho, se filiou ao PSB para concorrer também a uma vaga na AL daquele Estado.

No Tocantins, o técnico do Santos Wanderley Luxemburgo ingressou no PT e pretende disputar uma vaga no Senado Federal. Também são esperadas as candidaturas dos jogadores Marcelinho Carioca – ídolo do Corinthians e atacante atualmente do Santo André – e Vampeta, na concorrência por vagas de deputado estadual em São Paulo e Bahia, respectivamente. A moda agora é dependurar as chuteiras e vestir o paletó.

Marinho Chagas

Ídolo do Botafogo, São Paulo e América-RN, entre outros clubes brasileiros, o lateral-esquerdo Marinho Chagas teve uma vida de conquistas, tornando-se ídolo nacional, ao chegar a seleção brasileira de futebol, a qual defendeu na copa do mundo de 1974.

Fora dos gramados e residente em Natal, o ex-craque da bola deseja agora conquistar a cadeira de deputado estadual, nas eleições de 2010.

Em entrevista ao CORREIO DA TARDE, nessa manhã, Marinho disse que sua candidatura só será consolidada após as convenções do PDT, no ano que vem. Porém, acredita que seu nome será homologado pelo partido. “Fui muito bem recebido no PDT, tanto pelo ministro Carlos Lupi, que é meu amigo, quanto pelo presidente estadual Carlos Eduardo. Eles já me tratam como se fosse deputado”, brincou.

Marinho Chagas adiantou que sua candidatura será voltada para a juventude, com propostas de esporte e lazer. Ele pretende também atuar em defesa de idosos e dependentes químicos. O ex-jogador de futebol confia na sua fama de ídolo brasileiro para conquistar o mandato.

Porém, ele sabe que a disputa será difícil. Além da afinidade com os brizolistas, Marinho explicou que sua escolha partidária também está relacionada às chances que tem para se eleger. “Minhas duas opções de partidos para me filiar eram PMDB e PDT. Escolhi o PDT porque exige menos votos para uma eleição”, revelou.

Essa não será a primeira disputa política da vida de Marinho Chagas. Ele já foi candidato a vereador de Natal, em 1988, pelo antigo Partido Liberal (PL), que se transformou em Partido da República (PR). Na ocasião, não conseguiu se eleger, segundo ele, devido a um boicote da sigla. “Fizeram-me gastar muito para eleger outros candidatos e não levaram a sério minha candidatura. Mas agora vai ser diferente”, acredita.

Souza

Atacante consagrado no América do Rio Grande do Norte, Souza tem em sua ligação com a torcida americana a principal estratégia para atrair votos em uma possível candidatura a deputado estadual.

O ex-jogador, que é superintendente de futebol do América desde a última quinta-feira (1), disse que se filiou ao PV a convite de Miguel Weber e admitiu a possibilidade de ser candidato.

“Minha candidatura ainda não está definida. Nesse momento, meu objetivo é tirar o América da zona de rebaixamento. Mas, apesar de não ter decidido ainda, poderei sim disputar a eleição para deputado estadual em 2010”, declarou.

Souza contou ainda que sua entrada na política é resultado também do pedido de torcedores do clube. “É importante que tenhamos um representante do esporte na Assembleia Legislativa para defender investimentos nesse setor”, concluiu o Souza.

Wilma se nega a comentar possível exoneração de secretários

Perguntada sobre a possível exoneração dos secretários de Saúde, George Antunes, e Segurança, Agripino Neto, da administração estadual, a governadora Wilma de Faria (PSB) se negou a comentar o assunto. “Não vou falar sobre isso. Não tenho nada a declarar”, disse a chefe do executivo, no Centro de Convenções de Natal, antes da reunião que realizou com os secretários de sua gestão, nessa manhã, para avaliar as ações do governo.

A governadora deixou as especulações de que os secretários serão exonerados ainda mais fortes, ao ter a oportunidade de falar oficialmente sobre o assunto e preferir não confirmar nem negar a informação passada à imprensa por fonte ligada ao governo.

Segundo a fonte, a mudança seria ocasionada porque as áreas de atuação das duas pastas estão sendo mal avaliadas pela população do Rio Grande do Norte.

Informações extra-oficiais também dão conta que os substitutos de George Antunes e Agripino Neto serão indicações políticas. De acordo com a fonte, os nomes podem ser indicados pelo vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) ou pelo deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB). No caso de Henrique, o aliado do governo estaria encontrando oposição do primo, senador Garibaldi Alves (PMDB), no que diz respeito à participação do partido no governo.

Presente ao evento, o vice-governador negou que esteja articulando a indicação de nomes para as pastas. Iberê disse que já conversou diversas vezes com a governadora sobre os problemas enfrentados nas áreas de saúde e segurança, mas reforçou que essas discussões são remetidas ao tema e não a nomes. O pessebista disse que a chefe do executivo estadual não conversou com ele sobre as possíveis mudanças.

Ao ser questionado sobre as mudanças que fará na gestão de saúde e segurança a partir de abril, quando assume a chefia do executivo estadual, Iberê disse que pretende contribuir para a melhoria dos serviços ainda no governo Wilma e dar continuidade às providências quando assumir o comando. “Essas áreas (saúde e segurança) passam por deficiências não somente no plano local, mas em nível nacional. Será mais um desafio para minha administração”, declarou.

Também na reunião comandada por Wilma, o secretário-chefe da Casa Civil, Vagner Araújo, disse que as pastas que poderão ter novos titulares são prioridades para o governo. O secretário disse que, até o momento, não viu indicação de que haverá alterações nas secretarias por parte da governadora. “Só vi cogitações de mudanças de cargos na imprensa. A governadora não falou nada sobre esse assunto comigo”, afirmou.

Foto: Katarina das Vitórias

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Luiz Almir ainda corre risco de perder mandato

Mesmo tendo contado com a autorização do PSDB, que enviou documento ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reconhecendo a legitimidade do seu pedido de desfiliação, o deputado estadual Luíz Almir (PV) poderá perder a vaga na Assembleia Legislativa (AL).

O procurador regional eleitoral Fábio Nesi Venzon ingressou ontem com um recurso contra a declaração de justa causa para desfiliação partidária proposta pelo ex-tucano, com aval do PSDB, seja decidida pela Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e não apenas pelo relator, como ocorreu.

O Procurador argumenta que a concordância do Partido com a saída do parlamentar, não impede o ajuizamento da ação postulando a perda do mandato por infidelidade partidária pelo Ministério Público, que nesse ponto estaria tutelando interesses da sociedade no fortalecimento dos partidos. Para o Procurador, não há provas suficientes capazes de configurar a justa causa.

Histórico

No início de agosto, Venzon emitiu parecer pela inexistência de justa causa no pedido de desfiliação partidária em ação movida pelo deputado estadual Luiz Almir contra o partido pelo qual foi eleito, o PSDB.

Na ação, o deputado estadual argumenta que estaria sofrendo “graves perseguições, discriminações e desprestígio”, e que o PSDB estaria modificando o programa partidário no âmbito estadual. Tais argumentos, se comprovados, ensejariam a justa causa para o desligamento do partido político, sem prejuízo do mandato parlamentar de Luiz Almir.

Argumentos

Na ocasião, para tentar comprovar o desprestígio sofrido, Luiz Almir alegou que não era convidado para as reuniões do partido. No entanto, segundo consta o Procurador, as testemunhas afirmaram que inexistem reuniões formais do PSDB local, não havendo portanto a convocação de quem quer que seja, razão pela qual não houve discriminação especificamente em relação ao deputado Luiz Almir, tratando-se de prática antiga no partido.

Além disso, Luiz Almir afirmou que o seu nome não teria sido sequer cogitado a assumir a presidência do diretório estadual do partido. Porém, Fábio disse que testemunhas ouvidas na ação deram conta de que a escolha não é feita por meio de votação, mas sim de convite. “Acrescentaram ainda que o próprio deputado já teria sido beneficiado por esta prática do PSDB local, ao ser convidado para presidir o diretório municipal da agremiação”, conta Vezon.

Quanto à alegação de “graves perseguições, discriminações e desprestígio”, o Procurador rebate dizendo que “testemunhas confirmaram que o deputado mantém convivência harmônica com os dirigentes partidários, sendo que eventual prática anti-democrática do PSDB estadual, com a ausência de reuniões ou eleição para a Presidência do Diretório Estadual não é fato recente na vida do partido, portanto não sendo a real motivação para o pleito de desfiliação do deputado Luiz Almir”.

Confiança

Já o deputado Luiz Almir se mostra tranqüilo diante da situação. Ele argumenta que recebeu aval do partido, que aprovou por unanimidade sua saída; da Justiça Eleitoral, que manifestou-se favorável à decisão dos suplentes; e dos suplentes, que não questionaram seu mandato. “Faço tudo o que manda a lei. Se o procurador tem algo a questionar, consulte a Justiça”, afirmou Almir, sobre a ação movida por Fábio Venzon contra ele.

Paulinho Freire nega distanciamento entre ele e Micarla

O vice-prefeito de Natal, Paulinho Freire (PP), negou, em entrevista ao CORREIO DA TARDE, que haja distanciamento entre ele e a prefeita Micarla de Sousa (PV). O especulado distanciamento teria sido causado por falta de espaços cedidos a ele na gestão da chefe do executivo municipal.

Presente ao seminário do PSDB, que discutiu educação e políticas públicas, no último sábado, no hotel PraiaMar, Paulinho declarou que esse afastamento, segundo ele especulado pela imprensa, foi deduzido de maneira errada pelo fato de os dois não comparecerem aos eventos juntos.

“Essas especulações acontecem por não andarmos juntos nas inaugurações. Mas isso ocorre porque temos uma agenda paralela, representando a prefeitura. Não existe nenhum mal estar entre nós”, afirmou.

Freire também comentou a expectativa para as eleições de 2010. Ele admitiu que poderá estar em um palanque diferente do da prefeita no próximo ano. Mas enfatizou que seu desejo é manter o grupo vitorioso do pleito eleitoral de 2008 em Natal – formado por DEM, PV, PR, PP, PMN e PTB – para a disputa estadual.

“O ideal é que possamos apoiar o mesmo candidato, pois temos afinidade política e administrativa. Mas somos de partidos diferentes, então existe a possibilidade de seguirmos rumos distintos”, ponderou Paulinho, que é liderado político do presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), pré-candidato ao Governo do Estado.

Apesar de ter maior afinidade com o grupo de oposição – encabeçado por DEM e PSDB – o vice-prefeito de Natal apóia a decisão de Robinson, que tenta viabilizar sua candidatura pela base governista. “Robinson Faria está certo em tentar firmar seu nome no grupo em que está. Tenho certeza que ele tomará a melhor decisão e seguiremos o melhor caminho”, declarou.

domingo, 27 de setembro de 2009

Aécio Neves descarta possibilidade de chapa puro sangue do PSDB à presidência da república

Em entrevista coletiva, antes de participar do Seminário Nacional da Educação e Inclusão social, realizado pelo PSDB, nessa manhã, em Natal, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à presidência da república, descartou a possibilidade de haver o lançamento de uma chapa puro sangue do partido para disputar as eleições nacionais do próximo ano.

Aécio defendeu a participação dos demais partidos que compõem o grupo oposicionista na chapa presidencial. “O ideal é que a chapa tenha representantes de vários partidos do grupo”, afirmou. Ele garantiu que, caso não seja escolhido para disputar o cargo, se empenhará pela eleição do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que também é pré-candidato a presidente e esteve no evento ao lado do gestor de MG.

Sobre a demora na definição da candidatura que representará o grupo, Aécio disse que a preocupação dos tucanos, nesse momento, é avançar nos governos que gerem e criticou a “pressa” do PT na escolha do candidato. “Existe mais indefinição no governo do que aqui na oposição. Uma coisa eu posso garantir. Eu e José serra estaremos juntos em 2010, lutando um ao lado do outro pela concretização do projeto do PSDB”, declarou.

Ao se pronunciar, José Serra fez uma avaliação do cenário político atual com vistas às eleições de 2010. “Todos que fazem política precisam ter plano B. O meu plano B é Aécio e eu sou o plano B dele. Então estamos em boas condições. Estamos melhores do que muitos outros”, declarou.

O seminário foi mais uma edição da seqüência que o PSDB vem realizando pelo Brasil. O partido já discutiu os problemas e como avançar nos programas sociais, no agronegócio e no desenvolvimento urbano.

O último evento foi promovido em Aracaju (SE), no mês passado. Os dois primeiros foram realizados em maio, em João Pessoa(PB), e em junho, em Foz do Iguaçu (PR).

Além de Aécio Neves e José Serra, o partido contou com a participação de diversas lideranças nacionais do DEM e do PSDB. Entre as lideranças do Estado que estiveram no local, se destacou a presença maciça dos membros do DEM. Entre eles, o senador José Agripino e a senadora Rosalba Ciarlini.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Faustino anuncia apoio do PSDB à candidatura de Rosalba Ciarlini

O presidente de honra do PSDB estadual, João Faustino, afirmou, no último sábado (19), ao participar do CBN debate, na Rádio CBN Natal, que a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) é a candidata ao governo do Estado do PSDB no Rio Grande do Norte para as eleições de 2010.

João Faustino considera a aliança do PSDB com o DEM consolidada tanto em nível nacional como no cenário local. Nesse contexto, ele disse acreditar que o melhor nome do grupo para a sucessão da governadora Wilma de Faria (PSB) é o da senadora democrata.

“A candidatura de Rosalba já está consolidada junto à população e tem grandes chances de vitória. As pesquisas de opinião pública mostram como ela é bem avaliada tanto no interior quanto na capital. Quem achar que ela não será candidata está se enganando. A candidata do meu partido ao governo é Rosalba Ciarlini”, reforçou.

O tucano declarou que o PSDB só apoiará nomes, tanto ao governo como para o Senado, que estiverem comprometidos com o partido na disputa pela presidência da república. A chapa tucana poderá ser encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ou pelo gestor de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).

No entanto, Faustino disse que a sigla não cria empecilhos para que partidos comprometidos com outras candidaturas presidenciais venham a apoiar o mesmo nome que a legenda para o governo do Estado. Ele, inclusive, cogitou a possibilidade de PMDB, PMN e PR – partidos que anunciaram apoio à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), à presidência da república – aderirem ao grupo oposicionista no RN.

João Faustino explicou que o PSDB não questiona esse tipo de composição porque a adesão desses partidos à provável candidatura de Rosalba Ciarlini não constitui uma composição formal com os tucanos. “Nesse caso, não teríamos uma aliança direta com eles. Não há problema de estarmos no mesmo palanque”, ressaltou.

Mesmo contando como certa a composição com o Democratas, o tucano disse que há uma hipótese remota de a aliança não se concretizar, o que obrigaria, segundo ele, o PSDB a lançar candidato próprio ao governo do Estado. “A única forma de nós (tucanos) não firmarmos aliança com o DEM é se a candidatura de Rosalba for preterida em favor de um nome que não tenha compromisso com o projeto nacional do PSDB em 2010”, advertiu.

Sobre a possibilidade de o PSDB vir a integrar a chapa majoritária, João afirmou que a legenda só pleiteará esse espaço se tiver um nome que possa acrescentar à candidatura do DEM. Porém, antecipou que a sigla quer tratamento igualitário às outras legendas nas conversas sobre o processo eleitoral. “O PSDB pode não ter tantos prefeitos quanto PMN, PR e outros, mas tem seis minutos na televisão e um candidato à presidência, que fortalece a chapa estadual”, alegou.

Saída de Geraldo

Ao comentar a saída do ex-presidente do PSDB local, Geraldo Melo, que se filiou ao PPS, o tucano lamentou a opção feita pelo ex-membro do partido. Ele contou que a insatisfação de Geraldo se deu devido à não prorrogação do seu mandato de presidente da legenda, por parte do diretório nacional, enquanto outros Estados tiveram seus dirigentes mantidos no cargo.

O presidente de honra da legenda no Estado justificou a decisão da executiva nacional dizendo que já havia um compromisso firmado com o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) para que, depois de filiado, ele assumisse o comando da sigla no Estado. João lembrou que mesmo tendo decidido mudar a diretoria do RN, o PSDB prestigiou Melo, concedendo-lhe a vice-presidência nacional do partido.

“Geraldo passaria a ser coordenador das atividades do PSDB no Nordeste e teria peso nacional em todas as decisões que a legenda fosse tomar. Embora respeite, não compreendi a decisão dele. Sem dúvidas foi uma grande perda para os nossos quadros no Estado”, lamentou.

Cenário local

Ao analisar o cenário local, Faustino fez três previsões para o próximo pleito. O tucano disse não acreditar na possibilidade de haver uma candidatura de terceira via ao governo; afirmou que, em sua concepção, o candidato da governadora em 2010 já está definido: o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB); e declarou que considera impossível a união da base governista no Estado.

“Iberê só não é candidato se não quiser. Ele agora tenta a união do governismo em torno do seu nome. Já na Unidade Potiguar (UP) – formada por PMDB, PMN, PP e PR, não existe candidato. Se existisse, já teriam fechado questão sobre isso e não estariam tentando fazer acordos”, analisou o presidente de honra do PSDB.

Segundo o tucano, a formação da UP foi uma estratégia inteligente para evitar o “esvaziamento” da base, quando a governadora já dava indícios de que o candidato é Iberê. Porém, considera o grupo sem consistência. Ele acredita que o grupo irá se dividir e dissidentes da UP irão aderir à candidatura do DEM ao governo.

Faustino enfatizou ainda que o presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), teria tudo para ser o nome novo da eleição do ano que vem. Todavia, segundo ele, o deputado não se impôs como pré-candidato independente e acabou enfraquecendo na disputa.

Dilema do PMDB

O tucano também avaliou o dilema vivido pelo PMDB local, que está indefinido quanto ao rumo que tomará em 2010. Enquanto o presidente da sigla, deputado federal Henrique Eduardo, articula a união do partido com o grupo de Wilma, o senador Garibaldi Filho (PMDB), que tentará reeleição, prefere se aliar ao DEM, apoiando a candidatura de Rosalba Ciarlini.

Faustino afirmou que a tendência natural do PMDB seria o apoio a Rosalba. “Há uma tendência para que Rosalba e Garibaldi estejam unidos em 2010. É uma aliança mais confortável e fácil para o PMDB, que já esteve com a democrata em 2006. Se aliar a Wilma, que sempre disputou espaços com Garibaldi e o enfrentou em uma disputa acirrada recentemente, gera uma maior dificuldade”, concluiu.

"PSDB poderá lançar chapa puro-sangue no Brasil"

Durante a entrevista, João Faustino também revelou a tendência do PSDB no cenário nacional. Ele disse que os pré-candidatos à presidência da república pelo partido – José Serra e Aécio Neves – estão afinados para a disputa, caminhando inclusive para a formação de uma chapa puro-sangue, com um dos dois encabeçando a chapa e o outro sendo o vice.

Questionado sobre as dificuldades que uma composição dessa natureza levaria para a aliança com o DEM, que pleiteia a indicação do vice na chapa tucana, Faustino informou que existe um acordo firmado em 2008 entre as duas legendas para a eleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que deixa os tucanos livres para decidirem a formação da chapa presidencial em 2010.

O presidente de honra do PSDB local frisou que foi devido à existência desse acordo que Kassab incentivou a candidatura do senador José Agripino (DEM) à reeleição, na última sexta (18), quando esteve em Natal, na comemoração dos 30 anos de vida pública do senador.

A posição do prefeito de São Paulo se contrapôs à declaração do presidente nacional do Democratas, deputado federal Rodrigo Maia, que, durante o evento, defendeu a indicação do nome do potiguar para vice na chapa presidencial do PSDB. Maia disse que vai defender dentro do partido que a legenda faça parte da chapa tucana.

Sobre a divergência dos membros do diretório nacional do Democratas em relação à participação do partido nas eleições de 2010, João Faustino disse que o prefeito de São Paulo agiu em consonância com o combinado. “Kassab conhece o acordo e sabe que o DEM prometeu apoio ao PSDB independente de indicar o candidato à vice-presidência na coligação”, reforçou.

Perguntado sobre a possibilidade de a “antipatia” de José Serra ser um empecilho para o crescimento da candidatura dele, o tucano potiguar respondeu que as pesquisas de opinião mostram o índice de aceitação do presidenciável, referindo-se a larga vantagem do governador de São Paulo para os demais pré-candidatos à presidência, constatada por todos os institutos, até o momento. “O político não precisa ser simpático, mas sim ético, honesto e bom gestor, como Serra”, afirmou.

João Faustino também externou seu pensamento sobre a posição nacional do PMDB nas próximas eleições. Ele prevê que o partido não firmará aliança nacional na próxima eleição. “Acho que o PMDB vai liberar os líderes do partido para seguirem o rumo que desejarem em 2010, já que a legenda está dividida”, declarou.

De acordo com o tucano, Serra conta com o apoio de, pelo menos, 40% das lideranças do PMDB à sua candidatura. Ele conta que se o candidato for Aécio, esse número sobre para 60%. “Até mesmo aqui no Estado, se Aécio for candidato, Henrique, que está afinado com a candidatura de Dilma, terá dificuldades de não apoiá-lo, devido à afinidade dos dois”, concluiu.

Ney Júnior afirma que impasse dos vetos não prejudica relação com Micarla

Apesar de ter se posicionado contra a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), em relação aos 17 vetos do executivo a projetos de lei de vereadores, o vice-líder da gestora na Câmara Municipal de Natal (CMN), Ney Lopes Júnior (DEM), declarou, em entrevista ao CORREIO DA TARDE, que o impasse não prejudicou sua relação com pevista.

Ney Júnior explicou que discorda dos argumentos utilizados para vetar seus projetos – um deles trata da definição da idade mínima do idoso para obter gratuidade no transporte público. Para justificar os 17 vetos, Micarla explicou que a promulgação das leis geraria despesa para o município, o que o vereador questiona.

No entanto, como aliado da prefeita, o democrata disse que sua relação continua excelente. “Vou me reunir com Micarla para que possamos conversar sobre os vetos a projetos de lei que não causam nenhuma despesa ao município, como os meus, e foram vetados com esse argumento. Ainda não falei com ela sobre o assunto, mas conversaremos em breve”, declarou.

Dos quatro projetos de Ney Júnior que foram vetados pela prefeitura, só o que estava relacionado à definição de uma idade mínima para gratuidade de idosos nos transportes públicos foi vetado dentro do prazo. Os demais foram promulgados pela Câmara devido à perda do prazo regimental, por parte da prefeitura, para vetá-los.

Avaliação

Questionado sobre a avaliação que faz em relação aos nove meses de gestão da prefeita, Ney Júnior disse que ainda é cedo para avaliar, mas disse que a expectativa é positiva. “Ainda não houve tempo para termos resultados práticos de tudo o que está sendo desenvolvido. No entanto, existem vários projetos inovadores em curso que requerem tempo para serem colocados em prática”, afirmou.

Ney Júnior argumenta que, ao contrário de administrações que continuam um sistema, Micarla rompeu com o passado e está criando um novo estilo de gestão. “Por isso, esse tempo de ajustamento, que muitas vezes é prolongado devido à burocracia do poder público”, justificou o democrata, que disse acreditar na perspectiva de resultados positivos com a administração da prefeita verde.

"Um dos Ney’s será candidato a deputado estadual"

Sobre as eleições de 2010, Ney Júnior afirmou que ou ele ou seu pai, o ex-deputado federal Ney Lopes de Souza (DEM), será candidato a deputado estadual nas próximas eleições. “Uma coisa é garantida: Um dos Ney’s será candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa (AL) em 2010”, informou o vereador.

O democrata disse que, em relação à disputa majoritária, o seu partido deve priorizar os potenciais que tem, tanto na corrida pelo governo quanto na batalha pelo Senado. “Temos uma pré-candidata a governo com grandes chances de vitória (Rosalba Ciarlini). E um senador que tem grande potencial eleitoral. Então, temos que reforçar essas candidaturas”, declarou.

Ao avaliar o quadro de alianças para o próximo pleito, Ney Júnior afirmou que as bases eleitorais do DEM têm uma identificação natural com o eleitorado da governadora Wilma de Faria (PSB), o que facilitaria para uma composição. Porém, ele lembra que a divergência nacional distancia os dois partidos.

O vereador defende que haja diálogo com todos os grupos políticos, antes da definição.

O parlamentar também anunciou que vai defender, dentro da aliança, a participação do PV na majoritária que o DEM integrará. A posição seria de vice da senadora Rosalba Ciarlini, pré-candidata ao governo pelo Democratas. “DEM, PV e PSDB possuem afinidades naturais. Acredito que podemos atrair também João Maia (PR) e Robinson Faria (PMN), que possuem bases afinadas com as nossas”, finalizou.

Micarla anuncia filiação de Luiz Almir ao PV

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), anunciou, na manhã de hoje, que o deputado Luiz Almir, liberado pelo PSDB para sair do partido sem perder o mandato, já confirmou que o Partido Verde (PV) será seu novo destino político.

O anúncio foi feito em entrevista à imprensa, durante a comemoração do dia mundial sem carro, quando a prefeita saiu em um microônibus com sua equipe de secretários para visitar as obras de sua gestão.

Micarla informou que a filiação do parlamentar será oficializada no final deste mês, em grande festa na Zona Norte de Natal. Luiz tinha dito que só iria anunciar seu futuro partido na próxima quinta-feira (24), mas teve o anuncio antecipado pela prefeita.

A presidente estadual do PV informou que só aguarda alguns trâmites burocráticos da saída do deputado do PSDB, mas revelou que “já está tudo encaminhado” para a chegada do ex-tucano.

O deputado disse, ao sair do PSDB, que seu entendimento para a escolha da nova legenda dependia do apoio à governadora Wilma de Faria (PSB) em 2010. Almir escolheu a pessebista e o senador José Agripino (DEM) como opções para o Senado. Ele espera que sua legenda siga o mesmo caminho.

Com a filiação de Almir, o Partido Verde (PV) aumentará sua bancada na Assembleia Legislativa (AL). A legenda passará a ter três parlamentares. Além do ex-tucano, completam a bancada Gilson Moura e Paulo Davim.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vereadores sabugienses participam de seminário do DEM

Os vereadores de oposição de São João do Sabugi estiveram em peso no seminário do DEM, em homenagem aos 30 anos de vida pública do senador José Agripino, na última sexta-feira (19), em Natal.

Além dos democratas, o pessebista Júnior acompanhou a comitiva sabigiense

Na foto, posam os vereadores Carlindo Júnior, Rutênio Humberto e Batista do Posto - todos do DEM de São João, ao lado de Júnior, representante do diretório municipal do PSB no evento.

Na ocasião, Alcides Carneiro, vereador e presidente municipal do DEM, também esteve presente.

Em conversa com o blogueiro, os parlamentares informaram que a administração do prefeito Aníbal Pereira no município vai de mal a pior. Além de muitas irregularidades, o prefeito tem tomado atitudes questionáveis.

Falta de médicos, transporte escolar realizado com carros movidos a bujão de gás e nepotismo desenfreado na prefeitura fazem parte da realidade do município, que, segundo os vereadores, sofre por causa de uma gestão ineficiente.

Os parlamentares prometeram surpresas para os próximos dias. O promotor do município está de olho nos atos irregulares do prefeito.

Sobre política, o momento ainda é de indefinição. A única certeza da bancada sabugiense é que seguirá a orientação do seu líder político, o ex-prefeito Elísio Galvão (DEM), e apoiarão o candidato que estiver no palanque oposto ao do PMDB.

Foto: Humberto Sales

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Aníbal Pereira é condenado a devolver R$ 8,4 mil aos cofres públicos

O prefeito de São João do Sabugi, Aníbal Pereira de Araújo (PMDB) teve, mais uma vez, suas contas rejeitadas pelos conselheiros que integram a Primeira Câmara de Contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e terá que devolver R$ 8,4 mil aos cofres públicos.

O gestor teve seu pedido para que o TCE reconsiderasse a condenação da Documentação Comprobatória de Despesas de janeiro a abril de 2000 rejeitado. Os argumentos do prefeito não convenceram aos conselheiros, que obrigaram o prefeito a devolver os recursos utilizados indevidamente.

Aníbal terá que restituir aos cofres da Prefeitura de São João do Sabugi o montante de R$ 8.400,00 devido às irregularidades como material adquirido sem destinação específica (R$ 5.000,00); e a concessão indevida de diárias (R$ 3.400,00), sem prejuízo de multa, na gradação de 10% do débito atualizado.

Além da rejeição das Contas, o prefeito também responde a vários processos na Justiça comum. Aníbal Pereira também é processado por improbidade administrativa, compra de votos, desvio de dinheiro público e degradação do patrimônio público.

Iberê acredita que base governista está próxima de consenso

O vice-governador e pré-candidato ao governo do Estado, Iberê Ferreira de Souza (PSB), avaliou positivamente o encontro ocorrido, na última terça-feira, entre ele, a governadora Wilma de Faria (PSB) e os membros da Unidade Potiguar – o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Robinson Faria (PMN), e os deputados federais Fábio Faria (PMN), João Maia (PR) e Henrique Eduardo (PMDB) –, no apartamento de Fábio Faria, em Brasília.

Iberê declarou, por meio de nota enviada pela sua assessoria de imprensa ao CORREIO DA TARDE, que a reunião foi importante para unir os pré-candidatos da base governista. “Optamos por seguir o melhor caminho, aquele em que a base governista deve manter-se unida”, disse o governadorável, sobre a conclusão do encontro com a UP.

O pessebista atentou também para a reaproximação dos governadoráveis da base wilmista, acabando com o distanciamento que existia entre ele e os pré-candidatos que compõem a UP, João Maia e Robinson Faria, ocorrido nos últimos meses. “Isso (união da base governista) é possível sem desrespeitar o pensamento nem excluir ninguém”, concluiu o vice-governador.

Durante o encontro, ficou acertado que a UP, Iberê e Wilma vão procurar PT, PC do B e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), para também conversar sobre a união da base governista em torno de uma só candidatura. Outra definição foi que o candidato apoiado pelo governo será definido até o final deste ano.

Perguntado pelo CORREIO DA TARDE, nessa manhã, sobre a intenção dos governistas de procurá-lo para articular união rumo a 2010, Carlos Eduardo disse que aguarda o contato do grupo e está disposto a conversar sobre o entendimento. O ex-prefeito confirmou que sua pré-candidatura está mantida.

Fábio Faria diz que candidatura de Henrique ao governo é consenso na base, mas peemedebista não quer

Em sintonia com o desejo do presidente Lula (PT), o deputado federal Fábio Faria (PMN) declarou ontem, de Brasília, por telefone, ao blogueiro, que uma candidatura do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao governo do Estado seria capaz de unir os partidos aliados de Lula no RN em torno do nome do peemedebista.

No entanto, Fábio enfatizou que, apesar de ser bem articulado com todos os partidos governistas, Henrique deixou claro que não pretende disputar o cargo. O peemedebista já manifestou, inclusive, simpatia pelo nome do deputado estadual Robinson Faria (PMN) para disputar o governo, apesar da indefinição da base.

Reunião

Fábio Faria ainda explicou o teor da reunião entre a Unidade Potiguar – formada por ele, Robinson, Henrique e o deputado federal João Maia (PR), o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) e a governadora Wilma de Faria (PSB),ocorrida na noite de ontem, no apartamento dele, em Brasília.

O deputado informou que a reunião teve o objetivo de reaproximar Iberê de João Maia e Robinson, devido ao distanciamento dos últimos meses. “Não houve pacto, acordo, nada. O que tivemos foi uma conversa para acabar com a divisão da base governista e unir os pré-candidatos no dia-a-dia, para que quando for definido o nome que representará o grupo, um possa apoiar o outro, gerando consenso”, explicou Fábio.

Unidade Potiguar

Perguntado se Iberê tinha passado a integrar o grupo da Unidade Potiguar, após a reunião, Fábio Faria disse que não. Ele negou a existência de qualquer diálogo nesse sentido. “Esse termo (UP) é utilizado mais pela imprensa para caracterizar nosso grupo. Quando estamos conversando, não nos referimos assim. Não houve convite, ingresso ou adesão de Iberê ao grupo. Ninguém conversou sobre isso”, contou o deputado.

Definições

Apesar de o encontro ter sido motivado por uma necessidade de conciliação da base, Fábio informou que algumas decisões foram tomadas pela UP em acordo com Iberê e Wilma, no que diz respeito à sucessão da pessebista. “Definimos algumas medidas para articular a união da base”, declarou.

O parlamentar disse que a governadora reforçou que anunciará o candidato da base até o final do ano; o grupo decidiu que vai conversar com Carlos Eduardo, pré-candidato ao governo pelo PDT, para unir os quatro governadoráveis da base de Lula; e também vai procurar PC do B e PT para tratar da união dos partidos lulistas potiguares.

Critérios de escolha

Fábio também reforçou que nenhum critério foi definido para a escolha do candidato que representará o grupo. Ele reforçou que a reunião foi realizada para “desarmar os pré-candidatos ao governo da base estadual”. O estabelecimento desses critérios ficará para outra oportunidade.

Adesão de Garibaldi

Sobre a adesão do senador Garibaldi Filho à base governista, Fábio contou que Henrique, presidente estadual do PMDB, informou aos presentes, durante o encontro, que Garibaldi só vai entrar no grupo após o fim dos conflitos existentes na base dos partidos lulistas no Estado. “Henrique disse Garibaldi só vem quando houver um consenso”, concluiu.

sábado, 12 de setembro de 2009

Fátima Bezerra: "Nós não 'demonizamos' a oposição"

Enquanto os partidos se dizem abertos para dialogar com qualquer sigla, o PT veta entendimento com DEM e PSDB, independente do intuito da composição. Esse posicionamento, considerado radical por alguns aliados, foi explicado ontem pela deputada federal Fátima Bezerra (PT), no hotel Maine, em Natal, após a última sabatina da série de encontros promovidos pelo partido com os governadoráveis da base de Lula no Estado.

Fátima explicou que o PT não ‘demoniza’ a oposição, como alguns deduzem, devido à postura do partido. “Nossa divergência com o DEM e com o PSDB é ideológica. Seria incoerência lutarmos por uma linha de desenvolvimento contrária a desses partidos e aceitarmos uma aliança local com pessoas que agem da maneira que combatemos nacionalmente”, afirmou a deputada.

Questionada sobre o motivo de a restrição aos partidos oposicionistas (DEM e PSDB) não se estender ao PPS – que, apesar de caminhar para uma composição local com a base do presidente Lula (PT) estará no palanque de oposição em nível nacional, nas próximas eleições – a petista disse que, nesse caso, o apoio é bem vindo.

Utilizando uma folha de papel e uma caneta, a deputada explicou o motivo da aceitação do PPS, legenda presidida no Estado pelo deputado estadual Wober Júnior, na base aliada governista. “Veja bem, o PPS vem apoiar um candidato ao governo que está comprometido com o palanque nacional do PT. Então, não tínhamos porquê recusar esse apoio”, declarou.

Na explanação da deputada, ela deixa claro que o PT não restringe a entrada de partidos que somem com a candidatura ao governo da base, independente do posicionamento nacional. No entanto, para ter o apoio do partido, é necessário que o candidato esteja no palanque do presidente Lula (PT) em 2010.

Como o PPS só participará da disputa indicando nomes na proporcional, por tanto sem o apoio do PT, a legenda de Fátima não tem qualquer restrição em apoiar o mesmo candidato apoiado pelo PPS. Até porque, esse candidato apoiado por ambas as siglas estará comprometido com o projeto político do presidente Lula.

Perguntada sobre a possibilidade de o PT subir no mesmo palanque que DEM e PSDB, assim como fará com o PPS, se estes virem a apoiar um candidato ao governo que esteja comprometido nacionalmente com a candidatura petista à presidência da república, a deputada disse que não acredita nessa hipótese. “Eles não fariam isso”, ponderou.

Disputa presidencial

Fátima Bezerra também fez uma avaliação sobre o cenário nacional que se forma para as eleições de 2010. A deputada defendeu a formação de uma aliança que englobe todos os partidos que sustentam o Governo Lula. “O ideal seria que tivéssemos uma eleição em forma de plebiscito, com apenas duas candidaturas, onde quem gostaria que o governo Lula continuasse votava em um candidato e quem fosse contra votava no outro”, finalizou a deputada.

UP vai procurar Iberê para propor união da base governista

Depois de conversar com a governadora Wilma de Faria (PSB), ontem, na residência oficial, a Unidade Potiguar – formada pelo presidente da Assembleia Legislativa (AL), Robinson Faria (PMN), e os deputados federais João Maia (PR), Henrique Eduardo (PMDB) e Fábio Faria (PMN) – marcou reunião, para a próxima terça-feira (15), com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), no intuito de articular união com o pessebista para as eleições de 2010.

O objetivo do grupo é firmar um pacto com o vice-governador e, posteriormente, com o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), para que os governistas utilizem as pesquisas eleitorais e a capacidade de articulação de apoios políticos como critérios de escolha do candidato ao governo que representará a base do presidente Lula (PT) no Rio Grande do Norte no pleito eleitoral do próximo ano.

Robinson Faria já adiantou que a união só será possível se o candidato melhor avaliado pela população – entre ele, João Maia, Iberê e Carlos Eduardo – for referendado pela base governista. Caso seja preterido pelo sistema wilmista tendo as melhores condições para vencer a eleição, o deputado do PMN anunciou que sairá candidato independente.

Durante a reunião de ontem com Wilma de Faria, “foram colocadas as cartas na mesa”. Os membros da Unidade Potiguar explicaram que a criação do grupo não foi uma medida para romper com governo, mas sim reforçar o peso dos partidos que compõem o bloco – PR, PMN, PP e PMDB – na aliança que será firmada. Eles querem participar das discussões, em vez de acatar decisões.

O principal pleito da UP é o estabelecimento de critérios, em consonância com os quatro governadoráveis, para definir o candidato. Robinson Faria disse, após o encontro com Wilma, que a reunião serviu para unir o sistema liderado por Wilma. “A reunião foi muito interessante porque houve um desarmamento. Mostramos que a UP não foi formada com o objetivo de dividir e nem de tentar impor candidatura. Pelo contrário, ela foi criada para estabelecer convivência com vistas a 2010”, declarou o deputado.

Robinson Faria também informou que a intenção da pessebista é definir o candidato da base ainda neste ano. Segundo ele, a UP apoiou a decisão. “A Unidade Potiguar com confiança, cumplicidade, afinidade poderá entrar o ano de forma consensual com essa candidatura”, afirmou Robinson, sobre o nome que será definido por Wilma.

Ao avaliar o encontro, a governadora disse, em Mossoró, que o grupo caminha para o consenso. No entanto, Wilma não está convencida de que a pesquisa de opinião pública é a melhor forma de definir o nome do candidato. “Pesquisa é uma realidade de hoje. Amanhã é outra. É preciso um bom projeto, experiência, e vai contar a capacidade de liderança, a continuação das obras importantes que o nosso governo tem feito e, naturalmente, a capacidade do candidato de crescer”, declarou.

A pessebista minimizou a liderança da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) em todas as pesquisas, até o momento. Segundo ela, isso ocorre porque seus governadoráveis ainda não foram para as ruas. “Hoje, a situação de pesquisa ainda é incipiente, até porque esses candidatos ainda não estão nas ruas, diferente de outras pessoas que estão dizendo que são candidatos”, concluiu.

Foto: Alberto Leandro

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